sábado, 19 de dezembro de 2009
998 excelentes tijolos...
Se você não conta com o inesperado, jamais estará preparado para quando ele chegar...
Alguém com um vasto conhecimento em relação vida; em entender a vida, fez esta escrita. Confesso que não sou esta pessoa quem escreveu isto, mas gostaria de ter sido...
Pois penso assim, apesar de minhas condutas serem muitas vezes contraditórias.
Porque tenho, e vivo muitas emoções negativas, e todas elas se fundamentam em meus medos, e estes medos têm uma origem no ato de ver-me separada dos demais.
Se nós seres humanos tivéssemos a consciência de aceitar o inesperado tudo seria fácil e sublime. Geralmente não contamos com inesperado e acabamos assim por imaginar que as melhores coisas da vida são por obra de um grande arquiteto, e que nós jamais somos merecedores. Vivemos na mais pura miopia da vida, tudo ao nosso redor se torna desconfigurado, pois nunca estamos preparados para o desconhecido. E quantos de nós vivemos em absoluta inconsistência da realidade, criamos nossos mundos internos e externos, vivemos em tribos diferentes, e fazemos de nossa existência, apenas uma passagem, uns agem com a mais perfeita paz, outros na total loucura interior.
Contudo temos demonstrações de que não conseguimos "ler, entender e interpretar" a vida.
E tudo o que passamos, tem a ver com algum tipo de relacionamentos, com eventos pitorescos, com a falta de aceitação, com os nossos medos e nunca sobre o fato que somos Causa e Efeito de nossas colheitas.
Às vezes chego acreditar que a vida não é uma caixa de surpresas. Efetivamente passando a ser, é feita de escolhas que nascem em nossos pensamentos e depois se concretizam em nossas verbalizações e atitudes.
Nem tudo é como queremos que seja!
O amor é o ato apenas de se doar inteiramente aos sentimentos mais puros.
Quando se ama alguém de verdade, não precisamos de outro para recomeçar pois, o sentimento em cima da pessoa amada o impedira de enxergar novas possibilidades, porém podemos nos proporcionarmos bons momentos com outra pessoa , abrindo assim um leque de opções maravilhosas ou não, tudo é muito relativo, afinal de contas nossa mente é muito poderosa, e é com ela que fazemos as escolhas da vida. Escolhas estas que podem ser para uma vida amorosa ou uma vida familiar perfeita até certo ponto, afinal somos seres falhos.
Queremos em qualquer tipo de relacionamento a total entrega do outro, mas quando se trata de nos entregarmos ai à coisa muda de figura.
Como diria a Pitty.... Eu quero sempre mais... Eu espero sempre mais....
Somos incapazes de ter empatia pelo outro e quando o fazemos esperamos a mesma atitude. Ou seja estamos sempre em total inconstância e uma pessoa inconstante não prospera na sua vida, ela nunca está certa de nada, está sempre perdida em meio as suas dúvidas. ...
Se tivéssemos a consciência de que o nível de compromisso diminuiu e o nível de intimidade permanece, não estaríamos querendo um relacionamento perfeito. Hoje em dia existe mais intimidade e menos compromisso. Quando duas pessoas começam a se relacionar ambos têm a mesma necessidade, mas se deparam com as dificuldades e tudo acaba por ser ruim e apenas nos fortalecemos no que vivemos de ruim.
Li em livro um livro em que um monge contava a seguinte história.
Um grupo de monges comprou alguma terra para construir um monastério e com isto ficaram quebrados (sem grana).
Eles eram pobres monges que precisavam de um abrigo. Mas não podiam contratar um pedreiro - os materiais de construção já eram suficientemente caros. Então, tiveram que aprender a construir: como pre¬parar fundações, deitar concreto e tijolos, erguer o telhado, construir o encanamento... Enfim, tudo. Este monge em especial um dia foi um físico teórico e professor - nada tinha se preparado para o trabalho manual. Alguns anos depois, ficou bastante eficiente em construções
Para ele colocar um tijolo no lugar parecia fácil: um pouco de massa embaixo, um tapinha aqui, um tapinha ali. Quando ele começou a construir paredes, dava um tapinha de um lado do tijolo para deixá-lo alinhado, e o outro lado subia. Então ele dava um tapinha do outro lado e o primeiro subia. Depois que conseguia alinhá-lo, olhava para o outro lado e ele estava alto demais. Então ele cita em trecho: Pode tentar!
Por ser um monge, ele tinha paciência e bastante tempo. Deixou cada tijolo perfeito, não importando quanto tempo ele levava fazendo isso. Depois de algum tempo, ele terminou a primeira parede e se afastou um pouco para observá-la. Foi nesse momento em ele percebeu e disse: - Ah, não!
Ele tinha se esquecido de alinhar dois tijolos. Todos os outros estavam perfeitamente alinhados, mas esses dois estavam inclinados. Ficaram horríveis, estragaram toda a parede. Seu trabalho estava arruinado.
A essa altura, o cimento estava praticamente seco, por isso não podia tirá-los. Então ele perguntou ao abade se poderia derrubar parte da parede e recomeçar o trabalho - ou, melhor ainda, destruir tudo. Na concepção dele ele havia cometido um erro terrível e estava muito envergonhado. O abade disse que não, que a parede teria que ficar.
Então um dia ,quando mostrava o monastério aos primeiros visitantes, evitara mostrar a eles a sua parede. Detestava que alguém a visse. Então um dia, cerca de três ou quatro meses depois que ele erguido, estava acompanhando um visitante e ele reparou na parede.
- É uma bela parede - disse ele.
- Meu senhor — respondeu surpreso - acho que o senhor esqueceu seus óculos no carro. Observe com mais cuidado e verá que aqueles dois tijolos mal colocados estragaram a parede.
O que ele disse em seguida mudou seu ponto de vista a respeito daquela parede, dele mesmo e de muitos outros aspectos de sua vida.
Ele disse:
- Sim, eu vejo que há dois tijolos errados, mas também vejo que há 998 excelentes tijolos.
Então ele ficou impressionado. Pela primeira vez em três meses, ele podia ver que havia outros tijolos naquela parede, além daqueles que estavam errados. Acima, abaixo, à esquerda e à direita dos dois tijolos errados estavam bons tijolos, tijolos perfeitos. Mais: os tijolos perfeitos eram muitos, muitos mais que os errados. Antes seus olhos estavam focados apenas em seu erro: estava cego para todo o resto.
É por isso que eu não conseguia encarar essa parede e não queria que outras pessoas a vissem. É por isso que queria destruí-la. Mas, agora que ele podia ver os tijolos corretos, a parede não parecia mais tão ruim. No final das contas ela era como o visitante tinha dito "uma bela parede" E ela ainda está lá, vinte anos depois, mas ele se esquecerá exatamente quais eram os tijolos errados.
E com isto ele literalmente não consegue mais enxergar os seus erros.
E por fim ele relata.
Quantas pessoas já terminaram um relacionamento ou se divorciaram porque tudo o que podiam enxergar em seu parceiro eram os dois tijolos errados? Quantos de nós já ficamos deprimidos ou mesmo tentamos suicídio porque só conseguíamos enxergar nossos dois tijolos errados? Na verdade, há muitos, muitos tijolos certos, tijolos perfeitos - acima, abaixo, à esquerda e à direita dos errados, mas às vezes simplesmente não conseguimos enxergá-los.
Ao contrário, cada vez que olhamos, nossos olhos ficam presos apenas nos erros. Os erros são tudo o que enxergamos e pensamos que eles são a única coisa que está ali, então queremos destruí-los. E algumas vezes, infelizmente, derrubamos "belas paredes".
Todos temos nossos dois tijolos errados, mas os tijolos perfeitos em cada um são muitos mais que os ruins. Quando conseguimos perceber isso, as coisas não parecem mais tão ruins. Não apenas conseguimos viver em paz com nós mesmos, mas também aprendemos a conviver com nossos erros e com os erros de nossos par¬ceiros. Essa pode ser uma má notícia para os ad¬vogados de divórcios, mas é uma boa notícia para você.
Já contei essa anedota várias vezes. Depois de uma certa vez, um pedreiro se aproximou e me contou um segredinho profissional.
- Nós, pedreiros, sempre cometemos erros. Mas dizemos a nosso cliente que é uma característica especial e que nenhuma outra casa na vizinhança tem esse detalhe. E então cobramos a mais por isso!
Então, as características especiais em sua casa provavelmente começaram como erros. Da mesma maneira, aquilo que você talvez veja como erros em si mesmo, em seu parceiro ou na vida, em geral, podem se tornar características especiais, enriquecendo seu tempo aqui, assim que você deixar de se concentrar apenas neles.
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