quinta-feira, 24 de junho de 2010

A lata só cerca não leva.



A lata só cerca não leva.



Acredito que seja  fundamental vivermos sob uma ética. Entretanto, não falo aqui de éticas morais, sociais ou culturais. Falo de uma ética pessoal. Da ética do coração!

Seus valores, sua conduta, aquilo que torna singular a sua essência é a sua ética! Porém, muitas vezes fica parecendo que o amor não requer ética alguma; que quando se ama vale tudo, qualquer coisa para viver esse sentimento. Será?!?

Não quero, de forma alguma, defender qualquer espécie de legado sobre o que venha a ser certo e errado, até porque esses são, a meu ver, valores absolutamente individuais; além disso, o único coração que conheço – de fato – é o meu. O que desejo é propor uma reflexão, um olhar atento e afetuoso para si mesmo.

Nos convencemos de que tudo é permitido no amor. E com isto o incentivo ao sexo sem compromisso, as relações passageiras e fugazes, como se até ele – o amor – tivesse que, definitivamente, encaixar-se no estilo fast de viver!

De verdade, sei o quanto é difícil fazer escolhas certeiras ou saber quando e quanto podemos apostar numa relação, especialmente porque ela é feita de dois e não somente de um coração. Por isso mesmo, insisto naquilo que nos é possível: mantermo-nos conectados internamente.

Qual é a sua ética? Até onde você acredita que vale chegar para vivenciar uma relação? A que preço? Quanto você terá que sofrer para desistir? Quanto terá que ver pessoas doerem para entender que, diante de sua própria dor ou da dor do outro, o melhor é rever seu lugar, sua postura e suas escolhas?!?

Entre o vale tudo e a hipocrisia insistentemente mantida em algumas relações, parece que a única semelhança é a inconsistência. Faltam um motivo e uma ação realmente consistentes para o amor; isto é, falta motivação para o coração. Falta um gancho que une o desejo à coragem de expor os sentimentos.

Não sei o que é certo ou errado. Não sei o que se deve ou não fazer. Não tenho muitas respostas. No entanto, estou certa de que se todos nós começarmos a olhar e considerar um pouco mais o que está em nosso coração, conseguiremos exercitar a ética a despeito do que as regras tentam nos impor.

Sem julgamentos, sem preconceitos, sem verdades absolutas. Sem vaidade, sem orgulho, sem prepotência. Apenas respeito para consigo mesmo e para com o outro. Apenas compaixão e dignidade para com a própria dor e para com a dor do outro. E, nesta mesma medida, apenas coração... Ainda que isso signifique abrir mão de uma relação ou de um desejo de relacionar-se... Por amor a si mesmo e ao outro!




terça-feira, 15 de junho de 2010

Acabou, acabou...





Acabou, acabou...

Soltei me desapeguei, deixei ir embora... E por isto hoje consigo te encarar e não sentir nada!
Abri meu coração e deixei sair de dentro de mim ás culpas, os erros, as regras não cumpridas, o que fiz sem querer fazer, e o que fiz não querendo fazer... Estou treinando e sentindo que o que acabou e o que foi, não me serve mais!
E de agora em diante, o passado seja apenas um aprendizado; experiências que tornam eu mais amadurecida, menos iludida, mais autêntica, menos dolorida. E com o meu coração esvaziado da lama que me fazia patinar, eu possa enxergar o que ‘é’ e o que poderá ‘ser’. Afinal, é exatamente para nos lembrar desta possibilidade que o Grande Mestre nos deu um presente que ‘separa’ o dia de ontem do dia de amanhã: a noite – prenúncio de uma nova chance!






segunda-feira, 14 de junho de 2010

Aprendi!

Aprendi que minha felicidade jamais pode estar vinculada á uma pessoa em especifico, cada ser vê e sente a vida pela ótica de sua evolução. Somos nós a projetar-nos outros os que esperamos que eles fossem. E isso é um grande equívoco. Nossos valores são individuais e ninguém consegue sentir a mesma coisa que o outro, embora estejam vendo, vivendo, ou convivendo, com o mesmo cenário.
Não há, portanto, regra que possa ser aplicada para se gerar a própria felicidade. Como também não existe forma de se explicar a diferença entre saudade e apego. Temos que descobrir, com esforço próprio, esta diferença, sentindo. Para sentir é preciso isolar a matéria envolta no caso e simplesmente deixar que a emoção aflore, sem forma e sem tempo.

Forma e tempo é matéria. Na essência do Universo o tempo não conta. Quer um exemplo? Quando você está absolutamente feliz com a companhia de alguém, o passar do tempo é percebido? Não, né? Pois é. Não há apego... Somos felizes.
Do meu passado só admito sentir saudades. Quando percebo que é apego, procuro execrar o sentimento.
Do meu passado elimino todos os cenários que contemplam as dores. Elas são um fardo muito pesado para ser carregado no presente. Elas, as dores, contaminam o meu futuro. Não há como projetar uma boa vida se o passado negativo a contamina.