Seria o frágil tão frágil e o forte tão forte?
A todo instante estamos sujeitos a golpes... Até aí nada de mais... O que faz a diferença, a grande diferença, é como lidamos com eles. Então eu pergunto: De quem é a dor maior? De quem se descabela se desorienta, se fragiliza, veste o papel de vítima, inspira cuidados e piedade? Ou de quem segura à onda? Ou ainda daquele que, como uma árvore, morre de pé, que reza sua dor em silêncio, que briga com todas as tensões e encara o rosto feio das mágoas para, num esforço sobre-humano, tentar seguir em frente sem fazer alardes, sem insistências vãs, sem se tornar um peso pra quem quer que seja? Deixo essa questão no ar... Seria o frágil tão frágil e o forte tão forte? Muitas vezes, é justamente o inverso, e é preciso relativizar.
Já estive nos dois lados. No começo da estrada, fiz barulho, gritei, chorei e apelei inconformada com a vida... Afinal, aprendi a rezar as avessas, minhas preces eram repletas de memórias de pobre coitada que dizia: Deus, estou sofrendo, eu juro que se você me ajudar eu vou melhorar, nunca mais vou pecar e blá-blá-blá. E, enquanto duelava comigo e com o mundo, achando que não suportaria golpes e perdas, a dor ia se dissipando, sem que eu percebesse, até sumir por completo... Esse é o efeito após as tempestades, todas as tempestades... Lembram daquela frase: "Tudo passa, isso também passa.
Passado algum tempo, a maioria nem lembra mais das tão dramáticas contusões, ou o porque de determinadas desavenças... Seguir adiante é o que estanca as hemorragias e cura as feridas. Que venham os próximos golpes! Se serão mais fortes e devastadores ou apenas um sopro no cangote, depende de nós, daquela nossa parte 100% responsáveis que coloca refletor em nossa consciência. Ativando nossa predisposição natural ao AMOR, passamos a achar feio nossos desassossegos, nossas reações intempestivas são primárias e estridentes. Ainda que possamos lucrar algo com elas, nada acontece pelo que verdadeiramente somos, pelo fluxo natural da vida, mas pela pressão, pelo pieguismo, pelo cansaço, e muitas vezes pelo desconforto que causamos no outro. Já estive nos dois lados. No começo da estrada, fiz barulho, gritei, chorei e apelei inconformada com a vida... Afinal, aprendi a rezar as avessas, minhas preces eram repletas de memórias de pobre coitada que dizia: Deus, estou sofrendo, eu juro que se você me ajudar eu vou melhorar, nunca mais vou pecar e blá-blá-blá. E, enquanto duelava comigo e com o mundo, achando que não suportaria golpes e perdas, a dor ia se dissipando, sem que eu percebesse, até sumir por completo... Esse é o efeito após as tempestades, todas as tempestades... Lembram daquela frase: "Tudo passa, isso também passa.
Vivenciar uma nova atitude como a Mente do Amor nos auxilia a passar para o outro lado, "ser dignos" do que somos em essência, mesmo que ainda tenhamos muita memória a limpar. Reaprendemos a não desmontar, não despencar, não desarrumar os cabelos, não borrar a maquiagem, não esquecer das outras peças da engrenagem, por mais lacerante que seja uma determinada situação. Não que os memoriados egos confessos sejam seres desprezíveis, mas é que o tempo passa, e no fundo, ego não perdoa... Fraquezas todos temos, memórias todos temos, crenças todos temos ou não seríamos humanos, o que fazemos com isso é que determina que parte do tempo estamos vivendo. Passado, presente ou futuro. A vida "real" se vive apenas no presente... O futuro é ilusório e o passado uma lembrança... Aos que não querem pagar o preço de vivenciar o agora de maneira consciente, não resta outra escolha senão se armar de uma pseudo-fortaleza e mentiras. E aí, além de sofrerem as dores lancinantes de golpes, perdas ou danos, ainda carregarão o peso da inconsciência. E como dói não poder deixar ir! Como dói não berrar a nossa dor, neutralizar nossos espasmos, se entregar a luz e regressar para nosso EU real.
Como é pungente, naqueles que exercitam a Mente do Amor não ter dor e não despencar. Enquanto memórias rodando no emocional somos patéticos equilibristas que morrem de pé, apenas por não nos permitir limpar... Não nos permitir viver a MENTE DO AMOR.


