quarta-feira, 27 de janeiro de 2010




Tanta leviandade!



Quem, em toda a sua vida, nunca agiu de modo irrefletido, nunca foi precipitado ou imprudente? Quem, de modo algum, jamais, agiu sem seriedade ou foi inconstante?!?

Creio que, alguns mais, outros menos, todos nós já fomos levianos alguma vez na vida! No entanto, o que me parece é que a leviandade passou a ser à base de muitas atitudes e recorrentes escolhas, especialmente aquelas que ganham destaque, seja de que modo for – para o bem ou para o mal.
Assim, já não amamos ou odiamos pelo que realmente somos ou baseados naquilo em que realmente acreditamos. Já nem sabemos mais quais são os valores que nos guiam as verdades que nos conduzem. Perdemos o bom senso, a noção de limite e a capacidade de crítica.
Estamos sempre apostando em sentimentos levianos, que não existem, que não têm raízes. Pessoas Sentimentos precisam ser cultivados, nutridos e considerados como algo muito importante – porque são muito importantes! E o que é importante carece de dedicação, delicadeza, intensidade, tempo... Carece de troca, partilha, disponibilidade, experiências em comum... É o exercício do sentir que torna real o sentimento.
Mas porque insistimos em abandonarmos nossas referências sobre o que seja sentir de verdade, terminamos acreditando que temos muito mais direitos e muito menos deveres do que deveríamos nessas relações levianas e vazias que insistimos
em sustentar.
E
toda vez que desistimos do que poderia ser criativo, produtivo e transformador, chegamos mais perto dos sentimentos ruins  e da insanidade, das ações impulsivas e das escolhas desesperadas... Caímos em nossas próprias armadilhas e nem percebemos.


quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Digestão Emocional: Entre erros e acertos, vamos perdoar.

Digestão Emocional: Entre erros e acertos, vamos perdoar.

Entre erros e acertos, vamos perdoar.





Entre erros e acertos, vamos perdoar.




Quando estamos apaixonados, tendemos a acreditar que a pessoa amada é perfeita, que ela jamais seria capaz de fazer algo sem que soubéssemos e que pudesse nos magoar. Mas isso não é verdade por um único e óbvio motivo: somos seres que erramos e magoamos aqueles que mais amamos...



Aqui vai uma frase citada no filme Proposta Indecente:



Pensei que fôssemos invencíveis.

Mas se ficamos juntos, não é porque esquecemos o que fizemos um ao outro, e sim porque perdoamos!



Esquecer é impossível, mas perdoar faz parte do amor que sentimos por uma pessoa e, acima de tudo, por nós mesmos. Sendo assim, podemos chegar a duas conclusões distintas:



Merecemos nos dar mais uma chance porque conseguimos superar um acontecimento desagradável e continuar a relação em nome do amor; ou que o melhor é terminar o relacionamento e recomeçar a vida de outra forma, pois não nos sentimos em condições de levar adiante algo que já não faz feliz mais ninguém...

Perdoar não significa necessariamente continuar juntos, mas significa que o amor pode transcender a raiva e o orgulho e dissolver a incompreensão. Como se conseguíssemos nos tornar maiores e mais fortes diante da sensação de termos feito a nossa parte, diante da certeza de que demos o nosso melhor e tentamos tudo o que podíamos para nos fazer felizes.

Muitas vezes, o relacionamento acaba, mas o amor continua pulsando forte. Outras vezes, o amor sucumbe e vai se tornando menor que o desejo de juntar os pedaços, de colar os cacos do que sobrou... E outras vezes, ainda, é preciso morrer para renascer!



Enfim, a vida é feita de ciclos, tudo é perfeito. Tudo está em seu devido lugar e acontece exatamente como tem de acontecer. Precisamos apenas aprender a aceitar, a receber e absorver a sabedoria divina, por mais difícil que seja - e realmente é. Mas o tempo, o amor e o perdão possibilitam a superação da dor.



(Aquarela):



O futuro é uma astronave que tentamos pilotar.

Não tem tempo, nem idade, nem tem hora de chegar.

Sem pedir licença, muda a nossa vida e depois convida a rir ou chorar...



E por acreditar nisso, descubro a cada dia o quanto vale a pena acreditar no amor, o quanto podemos ser mais e melhores ao investirmos em nossa capacidade de entender as limitações do outro, de compreender as dificuldades e os deslizes da pessoa amada, mesmo que já não faça sentido continuar com ela... Porque todos nós temos limitações, dificuldades e cometemos erros.



Aprendi que por mais equivocada que eu esteja sempre tomo atitudes baseada numa intenção positiva: A de ser feliz. E o que posso desejar para a pessoa que amo, e que ela seja muito feliz!

Desejo também que as atitudes dela e de ambas sejam dignas, mas sabemos que nem sempre conseguimos e, assim, caminhamos todos em busca da evolução e do amor, precisando perdoar uns aos outros!