(Meu Manifesto)
Vou-me embora pra PasárgadaNinguém ao certo sabe como surgem certos tipos de condutas...Eu tenho lido tantas frases de efeito, tantas frases de afirmações, tantas contradições...Porém quem nunca voltou atrás com uma palavra ou um pensamento!?Pois bem, aqui vai meu manifesto, nem toda palavra ou ação e exatamente aquilo que realmente queríamos ou esperávamos, mas mesmo assim, somos tomados por paradigmas que fazem toda ação ser uma reação!Palavras tolas, atitudes do mal, falta de caráter entre outras...
Pessoas que roubam nossos sonhos e sorrisos, pessoas nos fazem crer que algumas coisas na vida não valem a pena. Porém creio que tudo é questão de motivação para que tais pessoas ajam desta maneira e nos façam crer que muitas coisas somos obrigados aceitar.Relacionamentos amorosos são os piores...Pessoas que entram em nossas vidas, pessoas que permitimos nos fazer tristes e tudo isto em nome do amor. Nesta questão acho que o imaginário é que ser perfaz. Por que somos tomados por dogmas e planos morais, muitas vezes filosóficos. Quando na vida real, pessoas fazem o mal e pessoas são acometidas por ele. E quando isto ocorre na própria pele se indaga. Então ocorre uma tragédia pessoal insuperável, uma fraqueza, violência acompanhada de raiva e vergonha. Sim, vergonha... Uma vergonha ao ponto de se perguntar de como foi tão tola (o). Aqueles que são acometidos pelo fracasso amoroso, sofrem as consequências intimas e sociais dos seus atos e dos atos dos outros.Acho horrível, na realidade eu abomino o acerto de contas em público, principalmente nos dias de hoje; onde temos tantas redes sociais, sou a favor de acerto de contas privado. Vejo pessoas fazendo piadas incessantes de uma forma frívola e impiedosa sobre sentimentos alheios, apenas para ferir. Então imagino que isto ocorra, pois de alguma forma queremos exorcizar a raiva. Pergunto-me os porquês de atos de pura maldade... Acredito que seja imaturidade ou falta de percepção para aceitar o abandono ou a separação! Quando existe um rompimento á dor intima deveria ser respeitada por aquele que a vive. Respeitar a si mesmo para que ocorra uma limpeza, para que ocorra a superação.Geralmente enxergamos uma ruptura como um fracasso, mais por muitas vezes não é, acreditamos por muitas vezes que se o outro nos amasse de verdade e que não deveria haver a separação, afinal de contas somos inteligentes e atraentes não tem um porque para tal separação... Amamos e como assim não somos amados?! Gente de boa, isto ocorre e como ocorre. O que não colocamos em pauta e que o outro ama tanto ao ponto de se permitir viver sem o outro, lógico que isto tem haver com o fator eu me amo primeiro, para depois amar o outro! Então não adianta nada eu amar o outro e ele me ultrajar me magoar... E eu me permitir a viver de amor momentâneo. Existem pensamentos onde nos colocamos acima de tudo e de todos. Às vezes pagamos caro demais, mais isto ocorre, criamos sentimentos de que a culpa é nossa, mas também temos que analisar e ver que pode ser outro. Afinal de contas, não existem relacionamentos unilaterais. Por isto que tal encararmos o fim de um relacionamento ou de uma perda significativa como algo que foi bom como um recomeço. Sim, por que de alguma forma vamos ter que recomeçar, as fases serão difíceis, mas são necessárias. Se tivéssemos uma consciência de que a dor é o sofrimento tende a serem lições para uma nova ordem interna! Que tal querermos mais amor, menos dor?! Somos todos merecedores de uma reestreia, vamos nos agarrar no novo, vamos nos lançar na euforia do momento. Desejar o melhor já é um bom começo, vamos nos lançar no que existe de bom! Que venha o novo... Novos amigos, novas conquistas, novos amores. Sem que nada seja planejado ou arquitetado, apenas vamos viver, compreendendo que a vida é feita de períodos, esquecendo um pouco os medos, as dificuldades. Não somos sempre vitimas às vezes somos os algozes. Que tal começarmos perdoando as ofensas e evitar ofendermos o outro. Vamos fazer valer e vamos observar...
quarta-feira, 20 de junho de 2012
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Metade
Que a força do medo que tenhoNão me impeça de ver o que anseioQue a morte de tudo em que acreditoNão me tape os ouvidos e a bocaPorque metade de mim é o que eu gritoMas a outra metade é silêncio.Que a música que ouço ao longeSeja linda ainda que tristezaQue a mulher que eu amo seja pra sempre amadaMesmo que distantePorque metade de mim é partidaMas a outra metade é saudade.Que as palavras que eu faloNão sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervorApenas respeitadasComo a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentosPorque metade de mim é o que ouçoMas a outra metade é o que calo.Que essa minha vontade de ir emboraSe transforme na calma e na paz que eu mereçoQue essa tensão que me corrói por dentroSeja um dia recompensadaPorque metade de mim é o que eu penso mas a outra metade é um vulcão.Que o medo da solidão se afaste, e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorrisoQue eu me lembro ter dado na infânciaPor que metade de mim é a lembrança do que fuiA outra metade eu não sei.Que não seja preciso mais do que uma simples alegriaPra me fazer aquietar o espíritoE que o teu silêncio me fale cada vez maisPorque metade de mim é abrigoMas a outra metade é cansaço.Que a arte nos aponte uma respostaMesmo que ela não saibaE que ninguém a tente complicarPorque é preciso simplicidade pra fazê-la florescerPorque metade de mim é platéiaE a outra metade é canção.E que a minha loucura seja perdoadaPorque metade de mim é amorE a outra metade também.
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Se Eu Morresse Amanhã!
Álvares de Azevedo
Se eu morresse amanhã, viria ao menos
Fechar meus olhos minha triste irmã;
Minha mãe de saudades morreria
Se eu morresse amanhã!
Quanta glória pressinto em meu futuro!
Que aurora de porvir e que manhã!
Eu perdera chorando essas coroas
Se eu morresse amanhã!
Que sol! que céu azul! que dove n'alva
Acorda a natureza mais loucã!
Não me batera tanto amor no peito
Se eu morresse amanhã!
Mas essa dor da vida que devora
A ânsia de glória, o dolorido afã...
A dor no peito emudecera ao menos
Se eu morresse amanhã!
Álvares de Azevedo
Se eu morresse amanhã, viria ao menos
Fechar meus olhos minha triste irmã;
Minha mãe de saudades morreria
Se eu morresse amanhã!
Quanta glória pressinto em meu futuro!
Que aurora de porvir e que manhã!
Eu perdera chorando essas coroas
Se eu morresse amanhã!
Que sol! que céu azul! que dove n'alva
Acorda a natureza mais loucã!
Não me batera tanto amor no peito
Se eu morresse amanhã!
Mas essa dor da vida que devora
A ânsia de glória, o dolorido afã...
A dor no peito emudecera ao menos
Se eu morresse amanhã!
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