quarta-feira, 4 de junho de 2008

Para minha estimada amiga Drika. Em homenagem ao querido Vovô...

Oh ! que saudades que eu tenhoDa aurora da minha vida,Da minha infância queridaQue os anos não trazem mais !Que amor, que sonhos, que flores,Naquelas tardes fagueirasÀ sombra das bananeiras,Debaixo dos laranjais !
Como são belos os diasDo despontar da existência !- Respira a alma inocênciaComo perfumes a flor;O mar é - lago sereno,O céu - um manto azulado,O mundo - um sonho dourado,A vida - um hino d’amor !
Que auroras, que sol, que vida,Que noites de melodiaNaquela doce alegria,Naquele ingênuo folgar !O céu bordado d’estrelas,A terra de aromas cheia,As ondas beijando a areiaE a lua beijando o mar !
Oh ! dias de minha infância !Oh ! meu céu de primavera !Que doce a vida não eraNessa risonha manhã !Em vez de mágoas de agora,Eu tinha nessas delíciasDe minha mãe as caríciasE beijos de minha irmã !
Livre filho das montanhas,Eu ia bem satisfeito,De camisa aberta ao peito,- Pés descalços, braços nus -Correndo pelas campinasÀ roda das cachoeiras,Atrás das asas ligeirasDas borboletas azuis !
Naqueles tempos ditososIa colher as pitangas,Trepava a tirar as mangas,Brincava à beira do mar;Rezava às Ave-Marias,Achava o céu sempre lindo,Adormecia sorrindo,E despertava a cantar !
Oh ! que saudades que eu tenhoDa aurora da minha vidaDa minha infância queridaQue os anos não trazem mais !- Que amor, que sonhos, que flores,Naquelas tardes fagueirasÀ sombra das bananeiras,Debaixo dos laranjais !
Casimiro de Abreu

2 comentários:

Unknown disse...

Anjo!! muito lindo agradeço de todo coração... O seu gesto estara arquivado pra sempre!!! Você é uma pessoa muito especial...

Que Papai do céu ilumine sempre seu caminho....

bjs

Drika

Leila News disse...

Eu adoro esse poema...
Me transporta para alem de mim
bjos