
Mantenho-me em um estado permanente de atenção sobre o que acontece em meu interior é a única forma que encontrei de fazer com que a vida não seja apenas uma repetição monótona de problemas e aborrecimentos. Por mais que eu tente reverter estes estados acima citados não consigo ter a paz plena.
As escolhas que faço a cada instante é que definem como será minha realidade. Muitas pessoas se queixam de situações e problemas que sempre estão ocorrendo em seu cotidiano. O que posso afirmar e que, por diversas vezes não conseguimos perceber é que, de alguma forma, estamos atraindo tais circunstâncias para nossas vidas.
E por nossas frustrações acabamos por, acusar Deus, o destino ou alguém em particular, como responsáveis por suas mazelas. É difícil tomar consciência de que nossas dificuldades são, em sua grande maioria, conseqüência de problemas emocionais ignorados a muito tempo.
Acredito que temos que estar sempre em alerta, para que possamos obter o auto-conhecimento, pois uma palavra hoje tão difundida, ainda é um mistério total para a maioria das pessoas. Somos verdadeiros estranhos para nós mesmos, com isto acabamos por viver de modo automático, sem nos darmos conta do quanto poderíamos ganhar em felicidade e harmonia interior, se ousássemos a viver em sintonia com nosso coração.Para que isto ocorra, é preciso que se estejamos dispostos e concientes de que temos que pagar o preço necessário por cada escolha realizada. Este é, aliás, o principal atributo da maturidade, o responsabilizar-se pelas próprias escolhas. Mais acabamos por acomodarmos é a seguir as instrução de alguém, para poder responsabilizá-lo se algo der errado.Muitas vezes, a observação de si mesmo não revela coisas bonitas, ao contrário, expõe fragilidades e limitações difíceis de serem encaradas. Mas somente aceitando-as com sinceridade é que podemos nos libertar de suas amarras e construir um novo caminho, a partir de escolhas mais realistas.As ilusões, fantasias e desculpas que criamos para adiar as transformações necessárias em nós são infindáveis, e podem mesmo nos levar a uma vida inteira de sofrimento, pela incapacidade de dar o primeiro passo. Mas, por mais difícil que seja dar este passo, devemos nos lembrar de que ele pode ser a diferença entre uma vida de realização e alegria ou uma existência que se arrasta tristemente até o túmulo. Cabe a nós, e somente a nós, esta decisão.
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