Perco-me.Vivo as margens da loucura humana, as faço por acreditar que não há mais solução que não há vida em total perfeição; alguns ainda me enchem a alma de palavras, e dizem: você tem que se habituar; pois tudo crêdes e tudo suporta. E assim vivo esperando algo mágico e bom, principalmente quando a máscara cai... E meus maiores medos vêem a tona!
Então acabo por optar pela dor e acabo por me aventurar para me encaixar em dogmas criados pelo homem! Provocando em mim a dor como forma de auto-destruição, criando uma espécie de armadura encontrando a calma quase que no fim de tudo, então após as mascaras caírem, entendo que esta calma é pouca perante a tantas controversas; novamente sou arrancada de meus sonhos e sou chamada para a realidade e esta calma se torna expeça perante a tantas atrocidades. Tenho pressa e passo a acreditar que o tempo é pouco e que o que me resta e a pressa. Sei que é lamentável pensar assim, mas é que me sinto um tanto dispersa e é diante a tantas informações que acabo assim; vivendo em um mundo lúdico perante a realidade que me foi dada e é ai que entra a fé, e é só assim que há um recomeço. Porém este recomeçar trás tantas lembranças, medos e angústias. Geralmente isto ocorre por pessoas que estão em minha vida e de pensamentos pequenos, nos quais acabo por me perder: Perco-me em minha inocência, e em minhas habilidades de lidar neste mundo!
Cria a dor
cria uma alma dura,
Cria a dor
cria uma vestimenta impura
Cria amor
cria laços seguros,
Cria amor
cria uma alma pura.
Carla Lopes.
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