sábado, 13 de abril de 2013


Amor mesmo que não fossemos namoradas...Temos tantas coisas boas e a cada dia que passa me sinto mais sua.Amor, mesmo que fosse só uma química eletrizante, uma boa conversa o sexo livre. Ainda que fosse admiração das nossas ideias dos beijos encaixados...Na minha vida, você já valeria a pena!Fico feliz que não seja apenas tudo isto acima citado, temos ainda todo o resto, nós nos amamos e queremos estar juntas para todo o sempre. Sei que sou muito queixosa, mas tudo é fruto das coisas que já vivi, sei também que você não tem culpa, mas vesti uma armadura que por você está sendo tirada aos poucos, por isto amor tenha paciência com o seu amor!? Já escutei e já pensei que o amor completo anda escasso no mercado...  Que se encontrava, às vezes, só a beleza, a afinidade ou o sexo inesgotável. Falta o resto. Ou ainda, a paciência, o companheirismo, o aconchego.
Eu  já quis um amor prefeito, porém nunca tive.Nunca quis mesmo foi um amor cheio de erros, que vão sendo alinhados durante o caminho. Porque se tudo já começa certo, não se vive o prazer da vitória com plenitude.Sempre quis um amor quentinho, daqueles de aconchego no fim de tarde, de colo depois de um dia de cão, de beijo no nariz ao acordar.Sempre quis um amor livre – sem a ideia desajustada que um pertence ao outro. Com menos regras ditadas – e mais pontos de vista ouvidos.Sempre quis alguém com o qual pudesse fazer sexo sem regras – em nome das descobertas. Porque sexo bom de verdade, é aquele com instinto e sem razão. E isto amor nós temos.  Sinto-me tão sua...Sempre quis um amor que me fizesse crescer. Por que o essencial, faculdade nenhuma ensina. O essencial aprende-se na troca de ideias, no debate, nos pontos de vista trocados.Sempre quis um amor que me valorizasse. Não somente pelas coisas cotidianas, mas principalmente pelas qualidades que poucos enxergam.Sempre quis um amor que me enxergasse. Mas não que enxergasse somente as coisas óbvias – porque, de obviedades, a vida está cheia. Sempre quis alguém que me enxergasse lá no fundo – e, ainda, sim, gostasse de mim.Sempre quis alguém que quisesse ouvir verdades – e falar, também, na mesma proporção. Porque meias-verdades não interessam. Difícil mesmo é achar alguém que esteja pronto pra ouvir até o mais pesado, até o mais doído e retribuir na mesma moeda.Sempre quis alguém que me achasse gostosa – mas que entendesse que gostosura, mora mesmo nas entrelinhas.Sempre quis um amor que me mostrasse caminhos – invés de impor trajetórias.Sempre quis um amor que não me reprimisse – pelo contrário, que me provocasse para que eu conseguisse mostrar o que vive escondido lá no fundo.Sempre quis um amor que sonhasse.  E que corresse atrás dos sonhos comigo. Não por imposição, mas por vontade de seguir a mesma trilha. Sempre quis alguém que não tivesse jeito pra joguinhos. Porque deles, eu já me desencantei na adolescência.Sempre quis alguém que me ganhasse nos detalhes. Alguém ao qual eu não conseguisse resistir. Alguém que trouxesse brilho pros meus olhos a cada nova atitude, a cada nova ideia a cada novo sorriso.Sempre quis alguém pra ficar junto – alguém que entendesse que pra estar junto não é preciso estar perto o tempo todo, mas sim do lado de dentro. Por que a proximidade física nem sempre completa tanto quanto a do coração.E não sei se foi por insistência ou merecimento – mas esse amor veio antes do esperado, contrariando-me no primeiro momento. E hoje, entendo que o amor bom é o amor livre – que se recicla todos os dias como energia renovável. O quanto vai durar – não sei. Prefiro a provisoriedade completa, do que a permeabilidade vazia.Te amo pessoa linda!

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